Bem-vindo a Era Tech

Pela forma como as pessoas estão se tornando dependentes da tecnologia, é praticamente impossível dizermos agora, que é apenas pela televisão que são influenciadas. Por causa da internet as pessoas acabam ficando horas desligadas do mundo real e conectadas por muito mais tempo no virtual. A sociedade não está baseada em encontros físicos, agora discussões, reuniões, bate- papos são realizadas através de um PC, workstation, supercomputador, laptop, desktop, entre outros. Por último, mas não menos importante, não podemos esquecer que internet foi criada durante a Guerra Fria através de pesquisas de militares.

Computadores

Denomina-se computador o conjunto de artifícios eletrônicos capazes de efetuar qualquer espécie de tratamento automático de informações ou processamento de dados. O computador é o elemento fundamental da Ciência da Informação, também descrita corriqueiramente como informática. Exemplos de computadores incluem o ábaco, a calculadora, o computador analógico e o computador digital. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura.

Workstation ou estação de trabalho

Invasores Digitais

Todos os dias surgem notícias sobre piratas digitais na televisão e na Internet. Um pirata invadiu o computador de um sistema de comércio eletrônico, roubou os números de cartão, comprou Viagra e mandou entregar no escritório do Bill Gates. Outro conseguiu derrubar sites famosos como YAHOO, CNN, AMAZON e ZDNET. Mais recentemente um grupo estrangeiro conseguiu tirar mais de 650 sites do ar em um minuto. Mas vamos intender um pouco da hierarquia virtual:
 
Hackers

O hacker é uma pessoa com grandes conhecimentos de informática e utiliza esses conhecimentos para descobrir falhas em sites de bancos ou grandes emprêsas. Quando encontra, reporta o fato ao interessado. Geralmente essas pessoas acabam sendo contratadas pelas empresas onde descobriram êrros, com a missão de dedicar-se ao mesmo trabalho exclusivamente para a empresa, barrando a entrada de crackers.

Crackers

Há um senso-comum, principalmente na mídia, de que quem realiza crimes virtuais são os hackers, porém a verdade é outra. O cracker é diferente, pois ele invade computadores ou quebra sistemas de segurança por diversão e/ou visando o lucro, ao contrário do hacker.

Phreakers
Maníacos por telefonia. Essa é a maneira ideal de descrever os phreakers. Utilizam programas e equipamentos que fazem com que possam utilizar telefones gratuitamente. O primeiro phreaker foi o Capitão Crunch, que descobriu que um pequeno apito encontrado em pacotes de salgadinhos possui a mesma freqüência dos orelhões da AT&T, fazendo com que discassem de graça. Um programa comum utilizado é o blue box, que gera tons de 2600 pela placa de som, fazendo com que a companhia telefônica não reconheça a chamada. Também têm o Black Box que faz com que você possa ligar de graça do seu telefone doméstico e o Red Box que possibilita que se ligue de orelhões. Outra técnica muito usada principalmente no Brasil é a de utilizar um diodo e um resistor em telefones públicos. O phreaker é uma categoria à parte, podem ser hackers, crackers ou nenhum dos dois. Alguns phreakers brasileiros são tão avançados que têm acesso direto à centrais de telefonia, podendo desligar ou ligar telefones, assim como apagar contas. Um dos programas muitos usados para isso é o ozterm, programinha de terminal que funciona em modo DOS.
 
Funcionários
Outro problema grave. 60% das invasões hoje acontecem de dentro da própria empresa, por funcionários insatisfeitos ou ex-funcionários que querem vingança. Utilizam-se do conhecimento adquirido e arrasam com dados do sistema. Copiam coisas do seu interesse  ou instalam joguinhos em
rede que podem comprometer a segurança, pois com certeza não se preocupam em passar anti-vírus. Utilizam trojans, scanners e sniffers para capturar o que lhes interessa. Firewall é ineficaz contra eles. Afinal, do que adianta a grande muralha da china se algum soldado é o traidor?
 
Mitos e fantasias
O maior mito existente na Internet é que o cracker pode invadir qualquer computador na hora que quiser. Não é bem assim. Invasões por ICQ por exemplo, pura besteira. Só era possível em versões antigas e mesmo assim se o servidor web que vêm com o programa estivesse ativo. Isso porquê para conseguir acesso ao interpretador de comandos do sistema por alguma porta, têm de existir um serviço próprio para isso. Para se invadir um computador
pessoal, só existem duas maneiras: trojans e netbios. A não ser que seja um computador que rode muitos serviços (FTP, Web, Telnet), o perigo é mínimo.
Outro mito é o que o hacker e o cracker são vistos como gênios da informática. Bom, os de antigamente realmente eram e ainda existem alguns poucos mas a grande maioria que se diz “hacker” hoje em dia se aproveita das ferramentas encontradas na Internet. Nem programar sabem. São os famosos Script Kiddies, sub-categoria de crackers. Não têm um alvo certo, vão tentando invadir tudo que vêm na frente. Pior que eles só os Lamers, aqueles que chegam
nos chats anunciando “vou te invadir, sou o melhor” mas acaba desistindo pois não consegue descompactar nem um arquivo ZIP.
 
Engenharia social
A engenharia social é uma tática muito usada pelos crackers, desde o início dos tempos. É o que a lei chama de estelionato. Consiste em enganar uma pessoa para se conseguir vantagens. Como no caso do indivíduo que liga para o provedor e pergunta: “Por favor, perdi minha senha de Internet. Poderia olhá-la para mim?”. Alguns provedores pedem documentação para comprovar que é o dono da conta, outros (com funcionários insatisfeitos em sua maioria) não ligam, passam até o número do cartão de crédito de algum usuário se lhe pedirem. Esse método é utilizado também para conseguir informações sobre uma certa pessoa. Vá a uma companhia telefônica e peça a segunda via de um telefone qualquer. Na grande maioria das vezes não lhe pedem documento e você consegue o endereço residencial de qualquer pessoa. Alguns filmes como Hackers e Caçada Virtual mostram bastante essa técnica.
 
Como conseguir uma política eficiente de proteção
Leia muito sobre as novidades do mundo da segurança. Veja se o seu administrador realmente se preocupa com a proteção do sistema ou contrate alguém somente com essa função. Faça sempre backup dos logs e varredura do sistema por falhas. Cheque o computador dos funcionários procurando por programas escondidos e passe um bom anti-vírus neles. Se for usar algum programa de segurança, como firewalls, detectores de invasão e outros, dê
preferência para aqueles mais conhecidos e confiáveis. Tenha certeza de que quando despedir alguém, mudar as senhas de acesso ao sistema. Nunca discuta com um cracker (para o seu próprio bem). E o mais importante: saiba que apesar de tudo isso, nunca vai estar totalmente seguro. Nenhum sistema é 100% à prova de falhas. Mas pelo menos você pode diminuir muito o risco.
 

Medidas básicas são necessárias:

  •  Nunca abra arquivos anexados a e-mails de pessoas ou empresas desconhecidas. E, mesmo que o remetente seja conhecido, passe um bom anti-vírus antes de abrir o arquivo;
  •  Mantenha em seu computador um bom anti-vírus, sempre atualizado;
  •  Deixe o firewall do Windows sempre ativado;
  •  Faça sempre as atualizações necessárias do seu sistema operacional;
  •  Nunca instale programas piratas em seu computador, eles podem trazer vírus ou outros programas perigosos;
  •  Não abra disquetes ou CDs de outras pessoas sem antes passar o anti-vírus;
  •  Não coloque dados pessoais (endereço, nome completo, escola onde estuda, etc) em sites de relacionamentos como, por exemplo, o Orkut;
  •  Siga sempre as orientações de seu banco para acessar sua conta pela Internet;
  •  Não digite senhas e dados pessoais em computadores públicos (lan houses, empresas, etc);
  •  Não crie senhas com datas de aniversários, seqüências numéricas fáceis ou nome de pessoas. Uma sugestão é criar senhas intercalando letras e números;
  •  Cuidado ao utilizar o cartão de crédito em compras on line. Tenha certeza que a loja virtual é segura;
  •  Não clique em links mostrados por e-mails desconhecidos. Eles costumam instalar vírus ou cavalos-de-tróia (programas que roubam dados do computador).
  •  Não divulgue dados pessoais (endereços, números de documentos, etc.) em redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, etc.).

 

Analisando o nível de perigo

 

A Influência do sistema operacional

O sistema operacional não influi tanto na segurança.Se alguém precisar de um servidor externo é melhor que utilize o Linux ou o Windows NT se for apenas uma rede local. E o Netware? A Novell passou a apostar na Internet recentemente, suas antigas versões não possuem o suporte devido à rede. E os seus servidores web ainda não são tão  utilizados em larga escala quanto o Apache e o IIS. Mas nosso principal foco são os ataques remotos. Leia um pouco mais sobre cada um deles:

Unix versus Windows

O Unix é multi-tarefa e o Windows também. Ambos são

largamente usados hoje em dia, sendo distribuídos em várias variantes (Linux, Xenix, Windows ME, Windows XP). O Windows possui algumas vantagens sobre o Unix. Mais simples de se usar, é fácil de se instalar programas e drivers, e possui mais programas no mercado. Apenas isso. O Unix em comparação, possui inúmeras vantagens sobre o Windows. Vamos listar algumas. Veja:
  • Têm distribuções gratuitas (como é o caso do Linux)
  • Criptografia inquebrável de senhas. Só se descobre no método da tentativa e erro.
  • Melhores ferramentas de rede
  • Melhor gerenciamento de permissões
  • Código-fonte aberto

Vantagens do código- fonte aberto

As vantagens do código-fonte aberto (ou open-source) são muito grandes. Esse termo significa que os programas criados vêm junto com o seu código fonte, ou seja, você pode ver exatamente o que está executando. Para começar, qualquer um pode fazer sua própria versão de Unix ou Linux. É só pegar o código fonte dealgum sistema já existente e alterá-lo. Como o sistema operacional foi feito de programadores para programadores, ainda possuem alguns recursos que o usuário comum não consegue entender. Mas até isso o open-source está mudando. Novas ferramentas gráficas foram criadas para facilitar o uso do Unix. Podem torná-lo tão fácil de usar quanto o Windows. E o melhor são melhoradas rapidamente pelos seus próprios usuários e distribuidas gratuitamente. Alguns bons exemplos são o GNOME e o KDE, os ambientes gráficos mais usados na atualidade.

 

Configurações malfeitas
A configuração malfeita é a perdição de um bom sistema. Contas padrões, serviços desnecessários ativos e erros em permissões de arquivos são falhas muito grandes. As contas padrões são perigosas pois todo mundo conhece sobre elas. O caso do Unix por exemplo. Contas como bin e admin vêm com senhas padrões de acesso ao sistema. Desabilite-as ou mude as senhas. Quanto aos serviços, se você possui um servidor telnet, ou mesmo ftp, que
estiver usando pouco, desabilite-os. Ou pelo menos configure para esse servidor as relações de confiança dizendo qual endereço IP poderá ter acesso a ele e qual o acesso será restrito. As permissões de arquivo também são importantes. Elas impedem que alguém execute algum programa malicioso ou acesse o arquivo de senhas.

 

Ataques restritos a um tipo de sistema
Todo sistema sofre ataques de maneiras diferentes. E alguns desses ataques afetam o sistema ou não causam absolutamente nada. Um bom exemplo é o caso dos vírus e trojans. Para Unix, eles praticamente não existem. Mas para Windows há milhões deles. O Unix possui falhas em alguns servidores que o Windows não, como o sendmail. A melhor arma para invadir algum sistema é ele mesmo. Por exemplo, se quero conseguir acesso a um servidor Linux, dificilmente conseguirei utilizando Windows NT. 
 
Ataques universais intra-sistemas
São ataques em que não importa o tipo do SO (Sistema Operacional) de origem ou de destino. Funciona em todos os sistemas. Como é o caso do IP Spoof. Ele trabalha a nível de protocolo, utilizando-o você consegue acesso a qualquer máquina, seja Windows, Unix, Novell, DEC-10, VMS, o que for.
 
Recusa de serviço e invasão
Existem apenas dois tipos de ataques que um sistema pode sofrer. O primeiro é o Denial of Service (DoS) ou Recusa de serviço. Esse ataque consiste em inundar a máquina alvo com dezenas de pacotes de informação, fazendo com que ela não consiga processar a todos e consuma toda a sua memória, paralizando-a. Esse ataque apenas causa danos temporários, como tirar o servidor do ar, mas não fornece acesso aos arquivos. É como se um ladrão, vendo
que não vai conseguir roubar um carro, fure os quatro pneus. É chato, demora pra arrumar os pneus mas pelo menos o cd player e os documentos do carro não foram levados. Já a invasão é diferente. Consiste em procurar e utilizar alguma falha do sistema contra ele próprio. Ou então instalar programas residentes na memória (trojans ou sniffers) para que monitorem todo o tráfego de senhas e forneçam acesso a arquivos importantes.
 
 

Protocolos , ferramentas de rede e footprinting

Protocolos
Protocolos são programas e devem ser instalados em componentes de rede que precisam deles. Computadores só podem comunicar-se entre si se utilizarem o mesmo protocolo. Se o protocolo usado por um computador não for compatível pelo usado em outro, eles não podem trocar informações. Uma variedade de protocolos está disponível para uso em sistemas de rede fechados (como Novell Netware).
Tipos de protocolos:
  • Protocolos Abertos: Protocolos abertos são protocolos feitos para o padrão da indústria. Eles se comunicam com outros protocolos que utilizam o mesmo padrão. Um protocolo aberto não possui dono e
    todos os sistemas podem fazer implementações livremente.
  • Protocolos Específicos: Protocolos específicos são feitos para ambientes de redes fechados e possuem donos. Como é o caso do IPX / SPX que foi desenvolvido especificamente para a estrutura Novell
    Netware.

 

Tipos de transmissão de dados

Protocolos roteáveis permitem a transmissão de dados entre diversos segmentos de uma rede. O problema é que o grande volume de certo tipo de tráfego (como executar uma aplicação multimídia pesada) deixa a velocidade de conexão muito lenta. A quantidade de tráfego gerada em uma rede, pode ser de três tipos: Unicast, Broadcast e Multicast.
 
Unicast
Em uma transmissão unicast, uma cópia separada dos dados são enviados de sua origem para cada computador cliente que os requeste. Nenhum outro computador na rede precisa processar o tráfego gerado. No entanto, em uma rede com muitos computadores o unicast não é muito eficiente pois o computador de origem terá que transmitir múltiplas cópias dos dados (resultado, ficará lento). O unicast é bom de ser usado apenas em pequenas redes.
 
Broadcast
Nesse tipo de transmissão, os dados são enviados apenas uma vez mas para toda a rede. Esse processo não é muito eficiente pois faz a velocidade cair bastante já que todos os computadores irão receber os dados. Mesmo os hosts que não fizeram o pedido receberão os dados. Somente não irão processá-los. Esse método é utilizado no ataque de smurf, em que é enviado um broadcast para diversos endereços IP e o endereço de origem (que deveria ser o
IP de quem enviou) é modificado para o da vítima. Resultado: centenas de máquinas mandarão milhares de unicasts para um pobre coitado.
 
Multicast
É uma mistura dos dois. É enviada apenas uma cópia dos dados e somente os computadores que fizeram o pedido os recebem, assim evitando de se causar um tráfego muito intenso e consequentemente um congestionamento na rede. Muitos serviços de Internet  usam multicast para se comunicar com computadores clientes (quando se diz cliente , é o computador que faz o pedido, que espera uma resposta). Inclusive é nesse tipo de comunicação que se baseia o protocolo IGMP.
 

Ferramentas e segredos

Trojans
O nome trojan é uma alusão à história do antigo cavalo de tróia, em que o governante da cidade de Tróia na antiga Grécia foi presenteado com um cavalo de madeira no qual havia escondido soldados inimigos. Possui muitas características similares aos vírus, tais como: perda de arquivos, falhas na memória, erros em periféricos, etc... A grande diferença é que o trojan pode ser considerado um vírus inteligente, pois é controlado à distância pela pessoa que o instalou. Esse indivíduo então, consegue “enxergar” o seu computador, podendo realizar desde as mais simples tarefas como mexer o mouse à utilização do seu IP como ponte para outros ataques. Conseguem ficar escondidos em arquivos de inicialização do sistema operacional e se iniciam toda vez que a máquina é ligada.
 
Perigo real
A popularização da Internet e a facilidade de se criar um programa cavalo de tróia fazem com que esse método de invasão seja atualmente o mais perigoso de todos. Ele não depende de falhas no seu sistema, é quase indetectável e pela sua facilidade de uso pode ser operado por crianças de 6 anos. Pode-se esconder um trojan em fotos, arquivos de música, aplicativos e jogos. Sendo assim, nunca abra arquivos executáveis enviados por estranhos ou pegos em sites duvidosos. Existem muitas técnicas para se instalar um trojan em uma máquina. Um bom exemplo no Windows 98/ME é mapeando a unidade desse computador (netbios), copiar o programa e alterar o arquivo win.ini Assim toda vez que você for jogar paciência ou mesmo abrir o bloco de notas, tome cuidado com o tamanho do arquivo executável. Se estiver muito grande, desconfie.

 

Tipos de cavalo de tróia

Invasão por portas TCP e UDP
Esse é o trojan mais comum existente na Internet hoje. Netbus, Back Orifice, SubSeven, Hack’a’tack, Girlfriend, Netsphere e muitos outros são facilmente encontrados pela rede. Possuem na sua maioria dois arquivos: um servidor para ser instalado no computador da vítima e um cliente com interface gráfica para manipular o servidor remotamente. As portas de um sistema variam entre 0 e 65535 e servem para identificar serviços rodando no sistema (como o servidor web que utiliza a porta 80). O servidor se torna mais um serviço ao escolher alguma porta para “escutar” as chamadas do cliente.O trojan que utiliza portas TCP, estabelece uma conexão com o servidor, atuando diretamente de dentro do sistema. Já o que utiliza portas UDP, comunica-se via pacotes de dados enviados ao host alvo. Não tão confiável como o TCP, não garante a entrega dos pacotes e o recebimento da resposta. Quase todos os trojans atuais são para a arquitetura Windows. Os poucos existentes em outros sistemas, tais como: Unix, Linux, Novell e Macintosh são chamados de backdoors. A diferença entre o trojan comum e o backdoor é que o último é muito mais difícil de se instalar. Em um sistema Unix por exemplo, para conseguir se instalar um backdoor é preciso possuir privilégios de super usuário (root).
 
Trojans de informação
Não é tão usado quanto o de portas mas igualmente (ou até mais) perigoso. Enquanto a maioria das funções dos trojans comuns é apenas para aborrecer( sumir com a barra de tarefas, apagar o monitor, desligar o Windows, etc...), o trojan de informação se concentra em ficar residente detectando todos os tipos de dados vitais do sistema. Ele consegue toda senha digitada no servidor junto ao endereço ip das máquinas e envia a informação para uma conta de e-mail configurada pelo invasor. Existem alguns programas mais sofisticados que além de enviar por e-mail, pode enviar a informação por icq ou qualquer outro tipo de messenger. Geralmente o programa envia a informação em um prazo de cada 5 a 10 minutos. Ao contrário do trojan de portas, possui apenas o arquivo servidor e um tamanho bem menor. Exemplo: o servidor do trojan de portas Netbus possui cerca de 490 kb de tamanho. Já o trojan de informações k2ps possui cerca de 17 kb.
 
Trojans de ponte
É um tipo não muito conhecido mas largamente usado por hackers e crackers do mundo inteiro. Consiste em instalar um servidor no seu computador que possibilite que através dele (e do seu endereço ip) o invasor possa realizar ataques de invasão e de recusa de serviço. Então, se um grande site for invadido e baterem na sua casa, procure pois deve haver algum desses no seu sistema. Um programa comum é o WinProxy, que pode ser instalado facilmente e não levanta nenhum tipo de suspeitas.
 
Rootkits
Esse tipo especial de backdoor é utilizado no Unix e Linux. Ao ser executado pelo operador do sistema ele substitui arquivos executáveis importantes por versões “infectadas”. Essas versões podem ser tanto trojans de portas quanto de informação. Vão fornecer acesso irrestrito ao invasor com poderes de super-usuário, e o mais importante: os acessos não ficam registrados nos logs.

 

Trojans comerciais
Alguém já ouviu falar do PcAnywhere? Ou do terminal remoto do Windows 2000 e XP? Esses programas (além de muitos outros) possibilitam que você controle completamente a máquina de alguém, como se estivesse sentado ali. Quer jogar Quake no computador invadido? Clique no botão iniciar dele e faça tudo como se estivesse no seu próprio computador. A vantagem desses programas (já que são comerciais), é que o anti-vírus não pega.
 
 

Agora vou falar um pouco sobre algumas das maiores invenções da humanidade

 A roda

Biga romana

              Apesar de não saber o momento e o local exatos da sua invenção, muitos acreditam que a roda surgiu a partir de um tronco de árvore rolante. Suspeita- se que posteriormente evoluiu para uma tora cortada transversalmente, uma roda um tanto pesada e quebradiça, mas que pelo menos rolava. Alguns métodos rudimentares de transporte de objetos já eram bastante comuns, como o simples trenó ou o travois, construídos a partir de duas estacas entrelaçadas a uma armação, atadas a um animal ou ao viajante que a arrastava, mas este método era evidentemente inferior à roda.

              O que se sabe com certeza é que as rodas mais remotas eram confeccionadas com três tábuas de madeira fixadas a um suporte e entalhadas em forma de círculo. Este era um modo de se construírem rodas mais robustas do que as confeccionadas em uma única tábua, principalmente se for levado em conta que a invenção da roda precedeu a invenção das ruas. A representação pictográfica mais antiga de uma dessas rodas é originária de sumérios, por volta de 3500 a.C., na qual se vê a roda sobre um trenó. A mudança que tornou a roda mais leve e prática foi o raio, que surgiu por volta de 2000 a.C. em carroças da Ásia Menor. Nessa época, a roda era utilizada como meio de transporte, em charretes ou carroças produzidas pra todo tipo de trabalho. A agricultura, o comércio a longa distância e a guerra precisavam de rodas.

               A biga, por exemplo, se constituía originalmente de um modelo de quatro rodas, puxado por dois asnos selvagens, e evoluiu para o arrojado veículo de duas rodas puxado por garanhões que vemos no cinema. Ao avaliar a leveza e o tamanho do modelo da carroça, os eixos leves e as rodas montadas sobre raios e boas couraças para os cavalos, a biga revolucionou a arte da guerra.

                Os grandes exércitos do segundo milênio antes de Cristo, como o dos egípcios, dos hititas da Anatólia, dos arianos da Índia e dos cênicos da Grécia, fizeram uso desse veículo extremamente rápido e á em manobras. A biga deixou um rastro de devastação da China à Creta Minóica, chegando a atingir a Grã-Bretanha, durante todo o período que antecedeu Alexandre, o Grande, quando foi substituída pela cavalaria.

                O desenvolvimento da roda foi uma contribuição crucial dos romanos para a abertura de estradas. Para que a comunicação e a mobilização dos recursos fossem boas era necessária a construção e manutenção do império. As estradas permitiriam isso. As estradas romanas conservaram-se por séculos. Hoje em dia ainda é possível encontrar inúmeras estradas em uso na Grã-Bretanha.

                Ao passar do tempo, a roda continuou evoluindo. Foram desenvolvidos cubos de ferro, que deram às rodas uma força extraordinária no centro, onde elas eram fixadas a eixos lubrificados. Até mesmo as rodas que quebravam podiam ser reconstruídas ao redor do mancal, tornando-o uma parte indispensável de sua estrutura. O conceito “rodeta” surgiu na forma de um aro ou anel que era esticado pelo calor e colocado ao redor da roda para posteriormente se contrair depois do resfriamento, fazendo com que a roda não somente ficasse mais resistente no contato com o solo, mas também tornasse a própria roda uma unidade mais sólida e compacta.

                A roda não pode ser considerada apenas para solos terrestres, ela pode ser encontrada na biga de tranques, na diligência ao trem e da carruagem ao carro. Uma roda onde era possível confeccionar potes tornou-se um passo importante na confecção de cerâmica. A primeira evidência de um torno de oleio vem da Mesopotâmia, por volta de 3.5000 a.C. Um pedaço de argila, que até então tomava forma apenas pelo uso das mãos, podia agora ser “jogado” sobre uma roda em rotação e, com o auxílio das mãos e de ferramentas combinadas à força centrífuga, permite que uma forma simétrica fosse moldado.

                O torno de oleiro vem da Mesopotâmia por volta de 3500 a.C. Muito mais do que exclusivamente decorativos, esses vasilhames eram os únicos locais seguros para a armazenagem de produtos secos, bebidas, óleos, alimentos e grãos, entre outros usos.

                A imaginação humana é tão ampla quanto podemos imaginar. Por exemplo: a “roda-d’água” mais primitiva, que se constituía numa série de potes cerâmicos atados a uma grade toda suspensa sobre água corrente. A força centrífuga impulsionava os potes cheios à parte mais alta da roda, onde o conteúdo era despejado sobre uma vala rasa, permitindo que a água pudesse ser desviada para uma localidade diferente.

               A roda foi a propulsora da Revolução Industrial.

 

A lâmpada elétrica

              A primeira lâmpada elétrica foi obra de um grande cientista americano, Tomas Alva Edison, que a fabricou cerca de 1880. Antes disso, já se havia empregado a energia elétrica para iluminação com as lâmpadas em arco, que, todavia, não eram práticas e serviam apenas para a iluminação das ruas e de alguns logradouros públicos. Essas lâmpadas eram constituídas por duas hastes de carvão, pontudas com os dois extremos a pouca distância: fazendo passar a corrente, formava-se uma descarga elétrica, muita luminosa, entre uma ponta e outra.

              Edison compreendeu que as lâmpadas a arco não podiam, por certo, ter muita difusão, e teve uma idéia brilhante, isto é, a de tornar incandescente um fio sutilíssimo de carvão, dentro de um espaço em que houvesse sido retirado o ar: de tal modo, o carvão podia arder, sem consumir-se rapidamente: assim, quando ele conseguiu realizar o vácuo no interior de uma pequena ampola de vidro, tinha aparecido a primeira lâmpada.

             Muito interessante foram, sem dúvida, as experiências que o cientista americano tentou para obter uma luz elétrica durável e resplendente. A princípio, ele usou um filamento de platina, para torná-la incandescente, mas este metal era muito caro; depois, experimentou, pondo-os de lado numerosos outros metais. Afinal, tentou com um filamento de carvão, empregando um mero fio de algodão. A primeira lâmpada fabricada com este tipo de filamento, contido num tubo de vidro sem ar, resistiu por mais de quarenta horas, assinalando um recorde não desprezível para a época. Mas Edison não parou aqui; experimentou outros filamentos de papelão carbonizado e, depois, de bambu, também carbonizado. Este último permaneceu em uso por mais de dez anos e ele foi substituído, primeiro, pela celulose e, depois, pelo atual tungstênio.

             Neste ponto, vemos a que se deve o aparecimento de luz no interior da lâmpada. É preciso saber que, quando a corrente elétrica passa através de um fio de metal ou através de qualquer meio condutor, encontra uma certa resistência em sua passagem: este efeito (efeito joule, nome do físico inglês que o descobriu) tem como conseqüência que a energia se transforma, em parte, em calor, e o calor produzido será maior ou menor, segundo a resistência do condutor. É, este, o princípio sobre o qual está baseado o funcionamento das estufas elétricas e dos ferros elétricos, nos quais há filamentos que apresentam uma grande resistência à passagem da corrente (por isso, comumente chamados resistências) e produzem muito calor.

              Explorando o mesmo efeito no filamento de uma substância que, se tornando incandescente, emita uma notável luminosidade, pode-se produzir luz. Foi essa a idéia que orientou Edison na realização da primeira lâmpada, e os fatos que lhe deram razão, porque, desde, estão as lâmpadas incandescentes encontraram um sucesso incontestável. Somente no Brasil, consomem-se, hoje, várias dezenas de milhões de lâmpadas por ano, ao passo que, no mundo inteiro consomem-se bilhões.

            As lâmpadas que usamos são, naturalmente, diferente daquelas de Edison, isto é, das primeiras que eram bem rudimentares. Nos pequenos globos de vidro, ao invés do vácuo, há um gás especial, inerte, que se combina facilmente, e por isso não permite ao filamento queimar-se, e, ao mesmo tempo per

 

mite também, alcançar altíssimas tmperaturas, o que não era possível com o vácuo. O filamento de uma lâmpada comum (de tungstênio) torna-se incandescente a temperaturas que beiram os 3.000 graus!

            O funcionameno da lâmpada incandescente é simplíssimo: a corrente elétrica, que é produzida pelas centrais hidroelétricas e termoelétricas, chega, através da tomada de rosca, que serve para inserir a lâmpada no soquete, a duas pequenas antenas de metal, que são escoradas por um suporte de vidro: as duas antenas transmitem, por suas vez, a corrente ao filamento, que se torna incandescente.

O filamento, porém, não é inalterável, depois de um certo período de tempo, se gasta e quebra-se: é o que acontece quando dizemos que a lâmpada "queimou".

 As ferramentas de pedra

 

                A Idade da Pedra é o período da Pré- história durante o qual os seres humanos criaram ferramentas de pedra, sendo a tecnologia mais avançada naquele então. A madeira, os ossos e outros materiais também foram utilizados, mas a pedra foi utilizada para fabricar ferramentas e armas, de corte ou percussão.

               Contudo, esta é uma circunstância necessária, mas insuficiente para a definição deste período, já que nele tiveram lugar fenômenos fundamentais para o ser humano, quanto às aquisições tecnológicas, a evolução social, as mudanças do clima, a diáspora do ser humano por todo o mundo habitável, desde o seu berço africano, e a revolução econômica desde um sistema caçador- coletor, até um sistema parcialmente produtor .

               O intervalo de tempo que abrange a Idade da Pedra é ambíguo, disputado e variável segundo a região em questão. Por exemplo, escavações mostraram que enquanto em certos lugares como a Grã-Bretanha se vivia na Idade da Pedra, em outros, como Roma, Egito e China, já se usavam os metais e conhecia-se a escrita. Alguns grupos humanos nunca desenvolveram a tecnologia do metal difundido e, portanto, ficaram numa idade de pedra até se encontrarem com culturas tecnologicamente mais desenvolvidas.

              Em geral, acredita-se que este período começou na África faz 2,5 milhões de anos, com a aparição da primeira ferramenta humana (ou pré-humana). A este período seguiu-se o Calcolítico ou Idade do Cobre e, sobretudo, a Idade do Bronze, durante a qual as ferramentas desta liga chegaram a ser comuns; esta transição ocorreu entre 600 a.C. e 2500 a. C.

             Tradicionalmente vem-se a dividir a Idade da Pedra em Paleolítico (ou Idade da Pedra Lascada), com um sistema econômico de caça-coleta e Neolítico (ou Idade da Pedra Polida), no qual se produz a revolução para o sistema econômico produtivo e sedentário: agricultura e pecuária. Há um período intermédio chamado de Mesolítico, no qual usavam, ao mesmo tempo, instrumentos de pedra lascada e pedra polida. Os três períodos, por sua vez, encontram-se subdivididos.

 

 
 
 
 

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